08
Out 09

 

“São Miguel Arcanjo,

defendei-nos neste combate,

sede o nosso auxilio

contra as maldades e ciladas do demónio. 

Instantemente e humildamente vos pedimos

que Deus sobre ele impere,

e Vós, Príncipe da milícia celeste,

com o vosso poder divino,

precipitai no Inferno a Satanás

e aos outros espíritos malignos

que vagueiam pelo mundo

para perder as almas. Amém”.

publicado por paternoster às 23:08

29.09.09: Cidade do Vaticano "O sacerdote é o homem do futuro": foi o que disse o Santo Padre aos participantes do retiro internacional para sacerdotes que se realizou em Ars, cidade de São João Maria Vianney, o Cura D'Ars, na França.
O tema do encontro é "A alegria do sacerdote consagrado para a salvação do mundo". A iniciativa realizou-se por ocasião do Ano Sacerdotal proclamado por Bento XVI em Junho passado.
Os participantes estão a refletir sobre a função do sacerdote à luz de São Paulo, o Apóstolo dos Gentios, e São João Maria Vianney. O papa ressaltou que o sacerdote deve ser "um bom pastor, um bom pastor segundo o coração de Deus" - disse o Santo Padre usando as palavras de São João Maria Vianney.
Bento XVI disse ainda que o sacerdote "é um grande tesouro que Deus pode conceder a uma paróquia. Ele é um dos preciosos dons da misericórdia divina". O Papa disse ainda que o sacerdote é o homem do futuro porque é aquele que prega Jesus ressuscitado e ajuda o povo a fortificar a fé na Eucaristia, fonte da verdadeira alegria.
Já o cardeal–arcebispo de Viena, Christoph Schönborn, sublinhou "que a finalidade do sacerdócio é conduzir os homens à felicidade da vida divina" e o prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Claudio Hummes, convidou os sacerdotes a "reiniciar a partir de Cristo", como exortou muitas vezes Santo padre.

 
Fonte: Rádio Vaticano.
publicado por paternoster às 22:39

13
Set 09

No  século passado, durante o período da chamada guerra fria, a táctica utilizada pelos serviços secretos dos diversos países envolvidos, foi acima de tudo, passarem por despercebidos.

Tudo era feito no maior segredo com todas as operações levadas a cabo debaixo do maior sigilo. Os agentes secretos, usavam falsas identidades, passando por aquilo que não eram, simulando não existirem para puderam desenvolver as suas ações, muitas das quais ainda nem sequer tomamos conhecimento, mas de fato foram eficazes e minaram o terreno adversário de uma forma sub-reptícia. Se feitas às claras, rapidamente teriam sido descobertas. Da mesma forma, os responsáveis por estas operações secretas, sempre desmentiram qualquer envolvimento e afirmaram de que elas nem sequer alguma vez tenham ocorrido.

Enfim, numa palavra, usaram a táctica de desaparecerem da comunicação social e dos noticiários, desaparecerem do conhecimento público, dos arquivos e dos relatórios, desapareceram dos olhos do público, transformaram-se em criaturas indetectáveis aos olhos daqueles que eram os seus adversários. Só os peritos e os acostumados a estas lidas sabiam da sua existência e os podiam detectar e identificar.

Todas estas manhas foram utilizadas pelo demónio durante toda a história da humanidade e muito em especial nesse século. Todas as artimanhas foram utilizadas, minando meticulosamente todo o campo a destruir. Destruiu sem deixar rastro, e ainda por cima jogou as culpas sobre os outros, muito em especial sobre Deus, que segundo ele, seria um Deus distante que abandonara a criação ao seu próprio destino, sem apelo e sem agravo.

Onde o demónio revelou-se mais forte e com grande sucesso, foi em fazer crer aos homens de que não existia! De fato conseguiu fazer crer à humanidade quase inteira, de que não existe. Assim pôde trabalhar à vontade, sem ser detectado e destruir tudo o que era importante para derrotar as Forças do bem e levar à condenação o maior número de almas.

 

Esta, de fato, foi a grande e a maior mentira do século: O diabo não existe!

 

Para além desta mentira medonha, aterradora e perigosíssima, o diabo faz crer à humanidade de que tudo vai bem, dando a sensação de que os problemas que enfrentamos, sempre existiram e de que a ciência e a técnica tudo remediarão e solucionarão.

Mas a guerra ainda não acabou. E se esse século foi e é de alguém, certamente o foi e é do vencedor, pelo menos até o momento. Então, este século nunca foi nem é o século do povo, mas sim, o século do diabo, pois ele até o presente momento é o grande vencedor! O diabo, durante este século venceu o povo de Deus. O povo de Deus está desbaratado, ainda com vida mas enfraquecido. Mas a Igreja de Cristo também está em maus lençóis, mas de maneira nenhuma vencida. A Igreja de Cristo não está nem nunca estará vencida. Jesus Cristo assim o prometeu na sua vida terrena.

 

publicado por paternoster às 16:44


A GRANDEZA DO SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA

I. É Jesus Cristo a vítima oferecida na Santa Missa

O Concílio de Trento (Sess. 22) diz da Santa Missa: “Devemos reconhecer que nenhum outro acto pode ser praticado pelos fiéis que seja tão santo como a celebração deste imenso mistério”. O próprio Deus todo-poderoso não pode fazer que exista uma acção mais sublime e santa do que o santo sacrifício da Missa. Este sacrifício dos nossos altares sobrepassa imensamente todos os sacrifícios do Antigo Testamento, pois não são mais bois e cordeiros que são sacrificados, mas é o próprio Filho de Deus que se oferece em sacrifício. “O judeu tinha o animal para o sacrifício, o cristão tem Cristo”, escreve o venerável Pedro de Clugny; “seu sacrifício é, pois, tanto mais precioso, quanto mais acima de todos os sacrifícios dos judeus está Jesus Cristo”. E acrescenta que, “para os servos (isto é, para os judeus, no Antigo Testamento), não convinham outros animais senão aqueles que eram destinados ao serviço do homem; para os amigos e filhos foi Jesus Cristo reservado como cordeiro que nos livra do pecado e da morte eterna” (Ep. cont. Petrobr.). Tem, portanto, razão São Lourenço Justiniano, dizendo que não há sacrifício maior, mais portentoso e mais agradável a Deus do que o santo sacrifício da Missa (cfr. Sermo de Euch.).

S. João Crisóstomo diz que durante a Santa Missa o altar está circundado de anjos que aí se reúnem para adorar a Jesus Cristo que, nesse sacrifício sublime, é oferecido ao Pai celeste (De sac., 1, 6). Que cristão poderá duvidar, escreve S. Gregório (Dial. 4, c. 58), que os céus se abram à voz do sacerdote, durante esse Santo Sacrifício, e que os coros de anjos assistam a esse sublime mistério de Jesus Cristo. S. Agostinho chega até a dizer que os anjos se colocam ao lado do sacerdote para servi-lo como ajudantes.

II. Na Santa Missa é Jesus Cristo o oferente principal

O Concílio de Trento (Sess. 22, c. 2) ensina-nos também que neste sacrifício do Corpo e Sangue de Jesus Cristo é o próprio Salvador que oferece em primeiro lugar esse sacrifício, mas que o faz pelas mãos do sacerdote que escolheu para seu ministro e representante. Já antes dissera São Cipriano: “O sacerdote exerce realmente o ofício de Jesus Cristo” (Ep. 62). Por isso o sacerdote diz, na elevação: "Isto é o meu corpo; este é o cálice do meu sangue".

Belarmino (De Euch., 1. 6, c. 4) escreve que o santo sacrifício da missa é oferecido por Jesus Cristo, pela Igreja e pelo sacerdote; não, porém, do mesmo modo por todos: Jesus Cristo oferece como o sacerdote principal, ou como o oferente próprio, contudo, por intermédio de um homem, que é, no mesmo tempo sacerdote e ministro de Cristo; a Igreja não oferece como sacerdotisa, por meio de seu ministro, mas como povo, por intermédio do sacerdote; o sacerdote, finalmente, oferece como ministro de Jesus Cristo e como medianeiro ele todo o povo.

Jesus Cristo, contudo, é sempre o sacerdote principal na Santa Missa, onde ele se oferece continuamente e sob as espécies de pão e de vinho por intermédio dos sacerdotes, seus ministros, que representam a sua Pessoa quando celebram os santos mistérios. Por isso diz o quarto Concílio de Latrão (Cap. Firmatur, de sum. Trinit.) que Jesus Cristo é ao mesmo tempo o sacerdote e o sacrifício. De fato, convém à dignidade deste sacrifício que ele não seja oferecido, em primeiro lugar, por homens pecadores, mas por um sumo sacerdote que não esteja sujeito ao pecado, mas que seja santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e mais elevado que os céus (Heb 7, 26).

III. A Santa Missa é uma representação e renovação do sacrifício da cruz

Segundo São Tomás (Off. Ss. Sac., I. 4), o Salvador nos deixou o Santíssimo Sacramento para conservar viva entre nós a lembrança dos bens que nos adquiriu e do amor que nos testemunhou com sua morte. Por isso o mesmo Doutor chama a Sagrada Eucaristia “um manancial perene da paixão”.

Ao assistires, pois, à Santa Missa, alma cristã, pondera que a hóstia que o sacerdote oferece é o próprio Salvador que por ti sacrificou o seu sangue e a sua vida. Entretanto, a Santa Missa não é somente uma representação do sacrifício da cruz, mas também uma renovação do mesmo, porque em ambos é o mesmo sacerdote e a mesma vítima, a saber, o Filho de Deus Humanado. Só no modo de oferecer há uma diferença: o sacrifício da cruz foi oferecido com derramamento de sangue; o sacrifício da missa é incruento; na cruz, Jesus morreu realmente; aqui, morre só misticamente (Conc. Trid., Sess. 22, c. 2).

Imagina, durante a Santa Missa, que estás no monte Calvário, para ofereceres a Deus o sangue e a vida de seu adorável Filho, e, ao receberes a Santa Comunhão, imagina beberes seu precioso sangue das chagas do Salvador. Pondera também que em cada Missa se renova a obra da Redenção, de maneira que, se Jesus Cristo não tivesse morrido na cruz, o mundo receberia, com a celebração de uma só Missa, os mesmos benefícios que a morte do Salvador lhe trouxe. Cada Missa celebrada encerra em si todos os grandes bens que a morte na cruz nos trouxe, diz São Tomás (In Jo 6, lect. 6). Pelo sacrifício do altar nos é aplicado o sacrifício da cruz. A paixão de Jesus Cristo nos habilitou à Redenção; a Santa Missa nos faz entrar na posse dela e comunica-nos os merecimentos de Jesus Cristo.

IV. A Santa Missa é o maior presente de Deus

Na Santa Missa, o próprio Jesus Cristo dá-se a nós. É uma verdade de fé que o Verbo Encarnado se obrigou a obedecer ao sacerdote, quando este pronuncia as palavras da consagração e a vir às suas mãos sob as espécies do pão e do vinho. Fica-se estupefato por Deus ter obedecido outrora a Josué e mandado ao sol que parasse, quando ele disse: Sol, não te movas de Gabaon, e tu, ó lira, do vale de Ajalon (Jos 10, 12). Entretanto, muito mais admirável é que Deus mesmo desce ao altar ou a qualquer outro lugar a que o Padre o chama com umas poucas palavras, e isso tantas vezes quantas é chamado pelo sacerdote, mesmo que este seja seu inimigo. E, tendo vindo, se põe o Senhor à inteira disposição do sacerdote; este o leva, à vontade, de um lugar para o outro, coloca-o sobre o altar, fecha-o no tabernáculo, tira-o da igreja, toma-o na Santa Comunhão, e o dá em alimento a outros. São Boaventura diz que o Senhor, em cada Missa, faz ao mundo um benefício igual àquele que lhe fez outrora pela encarnação (cfr. De inst. Novit., p. 1, c. 11). Se Jesus Cristo não tivesse vindo ao mundo, o sacerdote, pronunciando as palavras da consagração, o introduziria nele. “Ó dignidade sublime a do sacerdote”, exclama por isso Santo Agostinho (Mol. lnstr. Sach., t. 1, c. 5), “em cujas mãos o Filho de Deus se reveste de carne, como no seio da Virgem Mãe”.

Numa palavra, a Santa Missa, conforme a predição do profeta (Zac 9, 17), é a coisa mais preciosa e bela que possui a Igreja. São Boaventura (De inst. Nov., 1. c.) diz que a Santa Missa nos põe diante dos olhos todo o amor que Deus nos dedicou e que é, de certo modo, um compêndio de todos os benefícios que ele nos fez.

OS QUATRO FINS DO SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA

I. A Santa Missa é um sacrifício latrêutico


No Antigo Testamento os homens procuravam honrar a Deus por toda a espécie de sacrifícios, no Novo Testamento, porém, presta-se maior honra a Deus com um só sacrifício da Missa do que com todos os sacrifícios do Antigo Testamento, que eram só figuras e sombras da Sagrada Eucaristia. Pela Santa Missa se presta a Deus a honra que lhe é devida, porque, por meio dela, Ele recebe a mesma honra infinita que Jesus Cristo lhe prestara sacrificando-se na cruz. Uma só Missa presta a Deus maior honra que todas as orações e penitências dos santos, todos os trabalhos dos apóstolos, todos os sofrimentos dos mártires, todo o amor dos serafins e mesmo da Mãe de Deus, porque todas as honras dos homens são de natureza finita, enquanto a honra que Deus recebe pela Missa é infinita, pois lhe é prestada por uma pessoa divina, o seu Filho.

Devemos por isso reconhecer, com o santo Concílio de Trento, que a Santa Missa é a mais santa e divina de todas as obras (Sess. 22). Nosso Senhor morreu especialmente para esse fim, para poder criar sacerdotes do Novo Testamento. Não era necessário que o Salvador morresse para remir o mundo; uma só gota do seu sangue, uma lágrima, uma só oração teria bastado para operar a salvação de todos, porque, sendo essa oração de valor infinito, seria suficiente para remir não só um mundo, mas também mil mundos. Para criar, porém, um sacerdote devia Jesus Cristo morrer, pois, do contrário, donde se tiraria esse sacrifício que agora oferecem a Deus os sacerdotes do Novo Testamento, esse santo e imaculado sacrifício que, por si só, basta para dar a Deus a honra que lhe é devida? Ainda que se sacrificasse a vida de todos os anjos e santos, mesmo assim, esse sacrifício não prestaria a Deus essa honra infinita, que lhe dá uma única Santa Missa.

II. A Santa Missa é um sacrifício propiciatório

Pode-se deduzir já da instituição da Sagrada Eucaristia que a Santa Missa é verdadeiramente um sacrifício propiciatório, ou seja, que inclina Deus a nos perdoar a pena e a culpa dos pecados, que foi feita especialmente para a remissão dos pecados: Este é o meu, sangue, que será derramado por muitos, para remissão dos pecados, disse Jesus Cristo (Mt 26, 28). A Santa Missa perdoa até os maiores pecados, não imediatamente, mas só mediatamente, como afirmam os teólogos, isto é, Deus, em consideração ao sacrifício do altar, concede a graça que leva o homem a detestar seus pecados e a purificar-se deles no sacramento da Penitência. Quanto às penas temporais, que devem ser expiadas depois da destruição da culpa, são elas perdoadas por virtude da Santa Missa, ao menos parcialmente, quando não de todo. Numa palavra, a Santa Missa abre os tesouros da divina misericórdia em favor dos pecadores.

Desgraçados de nós se não houvesse esse grande sacrifício, que impede à justiça divina de nos enviar os castigos que merecemos por nossos pecados. É certo que todos os sacrifícios do Antigo Testamento não podiam aplacar a ira de Deus contra os pecadores. Se se sacrificasse a vida de todos os homens e anjos, a justiça divina não seria satisfeita devidamente nem sequer por uma única falta que a criatura tivesse cometido contra seu Criador. Só Jesus Cristo podia satisfazer por nossos pecados: Ele é a propiciação pelos nossos pecados (1 Jo 2, 2). Por isso o Padre Eterno enviou o seu Filho ao mundo, para que se fizesse homem mortal e, pelo sacrifício de sua vida, o reconciliasse com os pecadores. Esse sacrifício é renovado em cada Missa. Não há dúvida: o sangue inocente do Redentor clama muito mais fortemente por misericórdia em nosso favor, que o sangue de Abel por vingança contra Caim.

Este sacrifício pode ser oferecido também pelos defuntos. Por isso o sacerdote, na Santa Missa, pede ao Senhor que se recorde de seus servos que partiram para a outra vida e que lhes conceda, pelos merecimentos de Jesus Cristo, o lugar de repouso, da luz e da paz. Se o amor de Deus que possuem as almas ao saírem desta vida não basta para purificá-las, essa falta será reparada pelo fogo do Purgatório; muito melhor, porém, a repara o amor de Jesus Cristo por meio do sacrifício eucarístico, que traz às almas grande alívio e, muitas vezes, até a libertação completa dos seus sofrimentos. O Concílio de Trento declara que as almas que sofrem no Purgatório podem ser muito auxiliadas pela intercessão dos fiéis, mas em especial pelo santo sacrifício da Missa. E acrescenta (Sess. 22, c. 2) que isso é uma tradição apostólica. Santo Agostinho exorta-nos a oferecer o sacrifício cia Santa Missa por todos os defuntos, caso que não possa aproveitar às almas pelas quais pedimos.

III. A Santa Missa é um sacrifício eucarístico

É justo e razoável que agradeçamos a Deus pelos benefícios que nos fez em sua infinita bondade. Mas que digno agradecimento podemos dar-lhe nós, miseráveis? Se Deus nos tivesse dado uma única vez um sinal de sua afeição, estaríamos obrigados a um agradecimento infinito, porque esse sinal de amor seria o favor e dom de um Deus infinito. Mas eis que o Senhor nos deu esse meio de cumprir com nossa obrigação e de agradecer-lhe dignamente. E como? Tornando-nos possível oferecer-lhe na Santa Missa a Jesus Cristo. Dessa maneira dá-se a Deus o mais perfeito agradecimento e satisfação; pois, quando o sacerdote celebra a Santa Missa, dá-lhe um digno agradecimento por todas as graças, mesmo por aquelas que foram concedidas aos santos no céu; uma tal ação de graças, porém, não podem prestar a Deus todos os santos juntos, de maneira que também nesse respeito a dignidade sacerdotal sobrepuja todas as dignidades, não excetuadas as do céu.

Na Santa Missa, a vítima que é oferecida ao Eterno Pai é seu próprio Filho, em quem pôs toda a sua complacência. Por isso dirigia Davi suas vistas a este sacrifício, quando pensava num meio de agradecer a Nosso Senhor pelas graças recebidas: Que darei ao Senhor por tudo que ele me tem feito? pergunta ele, e responde: Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor (S1 115, 12). O próprio Jesus Cristo agradeceu a seu Pai celeste todos os benefícios que tinha feito aos homens, por meio deste sacrifício: E, tomando o cálice, deu graças e disse: Tomai-o e distribuí-o entre vós (Lc 22, 17).

IV. A Santa Missa é um sacrifício impetratório

Se já temos a segura promessa de alcançar tudo que pedimos a Deus em nome de Jesus Cristo (cfr. Jo 16, 23), muito maior deve ser a nossa confiança se oferecemos a Deus seu próprio Filho. Este Salvador que nos ama roga por nós sem cessar lá no céu (cfr. Rom 8, 31), mas, de modo todo especial, durante a Santa Missa, em que se sacrifica a seu Eterno Pai, pelas mãos do sacerdote, para nos alcançar suas graças. Se soubéssemos que todos os santos e a Santíssima Virgem estão rezando por nós, com que confiança não esperaríamos de Deus os maiores favores e graças. Está, porém, fora de dúvida que um só rogo de Jesus Cristo pode infinitamente mais que todas as suplicas dos santos.

No Antigo Testamento era permitido unicamente ao sumo sacerdote, e isso uma só vez no ano, entrar no santo dos santos; hoje, porém, todos os sacerdotes podem sacrificar todos os dias ao Eterno Pai o cordeiro divino, para alcançar de Deus graças para si e para todo o povo.

O sacerdote sobe ao altar para ser o intercessor de todos os pecadores. “Ele exerce o ofício de um medianeiro”, diz São Lourenço Justiniano (Sermo de Euchar.), “e por isso deve ser um intercessor para todos que pecam”. "Dessa maneira“, diz São João Crisóstomo, “está o Padre no altar, no meio, entre Deus e o homem; oferece a Deus as súplicas dos homens e alcança-lhes as graças de que precisam” (Hom. 5 in Jo.). Deus distribui as suas graças sempre que é rogado em nome de Jesus Cristo, mas as distribui com mais largueza durante a Santa Missa, atendendo às suplicas do sacerdote, diz São João Crisóstomo; pois essas súplicas são então acompanhadas e secundadas pela oração de Jesus Cristo, que é o sacerdote principal, visto que é ele mesmo que se oferece neste sacrifício para nos alcançar graças de seu Eterno Pai.

Segundo o Concílio de Trento (Sess. 22, c. 2), é especialmente durante a Santa Missa que o Senhor está sentado naquele trono de graças ao qual devemos nos chegar, diz o Apóstolo, para alcançarmos misericórdia e encontrarmos graças no momento oportuno (Heb 4, 16). Até os anjos esperam o tempo da Santa Missa, diz São João Crisóstomo (Hom 13. De incomp. Dei nat.), para pedirem com mais resultado por nós, acrescentando que dificilmente se alcançará aquilo que não se consegue durante a Santa Missa.

A Santíssima Virgem, depondo uma vez o Menino Jesus nos braços de Santa Francisca Farnese, disse-lhe: “Eis aqui o meu Filho; aprende a torná-lo favorável a ti, oferecendo-o muitas vezes a Deus. Dize, por isso, a Deus, quando vires presente no altar o divino Cordeiro: Ó Pai Eterno, ofereço-vos hoje todas as virtudes, todos os atos e todos os afetos de vosso mui amado Filho. Recebei-os por mim, e por seus merecimentos, que ele mos deu e, por isso, são meus, dai-me as graças que Jesus Cristo pedir por ruim. Ofereço-vos esses merecimentos para vos agradecer por todas as misericórdias que tendes usado comigo e para satisfazer por meus pecados. Pelos merecimentos de Jesus Cristo espero alcançar de vós todas as graças, o perdão, a perseverança, o céu, mas especialmente o mais precioso de todos os dons, o vosso puro e santo amor”.

 

Autor: Edward Saint-Omer
Fonte: LIGÓRIO, Santo Afonso Maria. Escola da Perfeição Cristã. Org: Pe. Saint-Omer
Extraído de: www.quadrante.com.br
Saiba mais: Catecismo da Igreja Católica, 1322-1419.

 

publicado por paternoster às 16:33

11
Jul 09

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.


Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

Pai do Céu, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Sangue de Cristo, Sangue do Filho Unigénito do Eterno Pai, salvai-nos.
Sangue de Cristo, Sangue do Verbo de Deus encarnado, salvai-nos.
Sangue de Cristo, Sangue do Novo e Eterno Testamento, salvai-nos.
Sangue de Cristo, correndo pela terra na agonia, salvai-nos.
Sangue de Cristo, manando abundante na flagelação, salvai-nos.
Sangue de Cristo, gotejando na coroação de espinhos, salvai-nos.
Sangue de Cristo, derramado na cruz, salvai-nos.
Sangue de Cristo, preço da nossa salvação, salvai-nos.
Sangue de Cristo, sem o qual não pode haver redenção, salvai-nos.
Sangue de Cristo, que apagais a sede das almas e as purificais na Eucaristia, salvai-nos.
Sangue de Cristo, torrente de misericórdia, salvai-nos.
Sangue de Cristo, vencedor dos demónios, salvai-nos.
Sangue de Cristo, fortaleza dos mártires, salvai-nos.
Sangue de Cristo, virtude dos confessores, salvai-nos.
Sangue de Cristo, que suscitais almas virgens, salvai-nos.
Sangue de Cristo, força dos tentados, salvai-nos.
Sangue de Cristo, alívio dos que trabalham, salvai-nos.
Sangue de Cristo, consolação dos que choram, salvai-nos.
Sangue de Cristo, esperança dos penitentes, salvai-nos.
Sangue de Cristo, conforto dos moribundos, salvai-nos.
Sangue de Cristo, paz e doçura dos corações, salvai-nos.
Sangue de Cristo, penhor de eterna vida, salvai-nos.
Sangue de Cristo, que libertais as almas do Purgatório, salvai-nos.
Sangue de Cristo, digno de toda a honra e glória, salvai-nos.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós,Senhor.

V.: Remistes-nos,Senhor, com o Vosso Sangue.
R.: E fizestes de nós, um reino para o nosso Deus.
 
Oração:
Todo-Poderoso e Eterno Deus, que constituístes o Vosso Unigénito Filho,Redentor do mundo, e quisestes ser aplacado com o seu Sangue, concedei-nos a graça de venerar o preço da nossa salvação e de encontrar, na virtude que Ele contém, defesa contra os males da vida presente, de tal modo que eternamente gozemos dos seus frutos no Céu.
Pelo mesmo Cristo, Senhor Nosso. Assim seja.
 
Oferecimento:
Eterno Pai, eu Vos ofereço o Sangue Preciosíssimo de Jesus Cristo em desconto dos meus pecados,em sufrágio das santas almas do Purgatório e pelas necessidades da Santa Igreja e por todos os doentes.
 
Súplica a Nossa Senhora
Mãe Dolorosa, peço-vos pelo Vosso sofrimento na morte de Vosso Filho,que ofereçais ao Pai Eterno o precioso Sangue que jorrou das Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo Crucificado pelos pobre Sacerdotes transviados, que se tornaram infiéis à sua sublime vocação, para que quanto antes voltem junto ao Bom Pastor. Amém.
 
(Aprovada pelo Sumo Pontífice João XXIII)
publicado por paternoster às 22:41

03
Jul 09

 

Rezar na primeira conta do Pai Nosso:

Pelo poder do Sangue de Jesus, veremos prodígios.

 
Na conta da primeira Ave-Maria: Sangue de Jesus, libertai-nos!
Na conta da segunda Ave-Maria: Sangue de Jesus, curai-nos! 
Na conta da terceira Ave-Maria: Sangue de Jesus, salvai-nos!
 
Em todas as contas do Terço: Sangue de Jesus, eu confio em Vós.
 

 

publicado por paternoster às 23:52

 

Oferecimento:
Eterno Pai, eu vos ofereço o Sangue Preciosíssimo de Jesus Cristo em desconto dos meus pecados, pelas benditas almas do Purgatório e pelas necessidades da Santa Igreja.

 
Nas contas do Pai-Nosso: 
Salve Precioso Sangue, que jorrais das Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo Crucificado, e lavais os pecados de todo o mundo.
 
Nas contas da Ave-Maria: 
Suplicamo-Vos, Senhor, que Vos digneis socorrer os Vossos servos que resgatastes, com o Vosso Precioso Sangue.
 
No Final rezar três vezes: 
Recordai-Vos Senhor, da Vossa criatura, que remistes com Vosso Precioso Sangue.

    E ainda, se possível, rezar a Ladainha do Preciosíssimo Sangue.
publicado por paternoster às 23:48

O texto representa uma cópia da carta ditada por Nosso Senhor Jesus Cristo às Santas: Matilda, Bridget e Isabel de Hungria, que pediam a Jesus detalhes sobre a Sua Paixão antes da crucificação.

Recebe o nome de: "A Oração" e foi encontrada no Santo Sepulcro de Jerusalém no final de 1800.Guarda-se hoje no Vaticano em uma caixa de prata desde que em 5 de Abril de 1890 em Roma a reconheceu o Papa Leão XIII.

 

A REVELAÇÃO:

A carta relata as Palavras de Cristo em Sua aparição às Santas.

O Seu propósito é: Consagração das Gotas de Sangue que Cristo perdeu no Seu caminho ao Calvário.

 

"Desci do céu à terra para converter-vos.

Na antiguidade as pessoas eram religiosas e suas colheitas abundantes; no tempo presente, pelo contrário, são escassas. Se quiseres colher com abundância não deveis trabalhar aos Domingos, pois nos Domingos deveis ir a Igreja e rezar para que Deus perdoe os vossos pecados. ELE vos deu seis dias para trabalhar e um para o descanso e a devoção, para oferecer vossa ajuda ao pobre e assistir a Santa MISSA.

As pessoas que disputam contra a Minha religião ou lançam calúnias sobre esta Carta Sagrada, serão por Meu amparo abandonadas.

Pelo contrário, aquelas que levem consigo uma cópia desta Carta, livrarão-se de morrer por afogamento ou de forma repentina; de morrer de enfermidades contagiosas ou por raio; de morrer sem confissão, livrarão-se de seus inimigos e da mão da autoridade injusta, e de todos os seus difamadores e falsos testemunhos.

As mulheres que no tempo de parto se achem em perigo, conservando com elas esta Oração, superarão a dificuldade imediatamente. Nas casas onde se guarde esta Oração nunca ocorrerá nada de mal: e quarenta dias antes da morte de uma pessoa que possua esta Oração, a Santíssima Virgem lhe aparecerá."

 

AS PROMESSAS:
Assim o disse a São Gregório.
A todo fiel que recite durante 3 anos, cada dia, dois Pai Nossos, duas Ave-Marias e dois Glórias ao Pai, em honra das gotas de sangue que perdi, lhe concederei as cinco graças seguintes:
 
1.- A indulgência plenária e remissão de seus pecados.
2.- Estará livre das penas do Purgatório.
3.- Se tiver que morrer antes de completar os três anos, para ele será como se os tivesse completado.
4.- A hora de sua morte, será como se houvesse derramado todo seu sangue pela Santa Fé.
5.- Eu mesmo, descenderei do céu para levar sua alma e a de seus familiares, até a quarta geração.

Segundo o Santo Padre o Papa João XXIII, a piedade cristã para com Nosso Senhor Jesus Cristo tem-se manifestado no decurso dos séculos, através de três devoções aprovadas pela Igreja intimamente unidas entre si: ao Seu Santo Nome, ao Seu Coração Sagrado e ao Seu Preciosíssimo Sangue.

              A devoção ao Preciosíssimo Sangue pode e deve manifestar-se:

 

               1- Venerando-o no Santíssimo Sacramento, principalmente no momento da Elevação do Sagrado Cálice, na Santa Missa.
               2- Recebendo-o na Sagrada Comunhão, mesmo só sob as espécies de pão, pois que, "o Sangue divino está indissoluvelmente unido ao Corpo de Cristo no Sacramento da Eucaristia. Desta maneira, os fiéis que dele se aproximarem dignamente receberão os mais abundantes frutos da redenção, da ressurreição e da vida eterna que o Sangue derramado por Cristo sob o impulso do Espírito Santo para todo o gênero humano".
               3- Honrando-o com especiais orações e com a Ladainha, principalmente durante o mês de Julho!
publicado por paternoster às 23:34

18
Jun 09

 Amanhã, dia 19 de Junho, é o dia da Festa do Sagrado Coração de Jesus!

Todos os fiéis deveriam assistir, neste dia, à Eucaristia, comungando pela intenção de Reparação do Sacratissímo Coração de Jesus!

 

Pater Noster

publicado por paternoster às 20:44

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